Momentos
Pseudo-psicólogos da TV sempre dão o mesmo conselho: o diálogo é a melhor solução. Grande novidade, não é? Como se as pessoas que se submetem a sentar num sofazinho para expor suas desavenças familiares ou amorosas em rede nacional nunca tivessem ouvido tal coisa antes. Como se uma apresentadora de voz calma e pausada e de semblante bondoso, mas que o que faz na verdade é atear fogo de forma sutil para dar audiência, e uma platéia barraqueira fossem despertar uma luz na consciência dos "convidados". De qualquer forma, os tais "convidados" acabam por sair com um belo sorriso achando que aquela conversa toda abrirá as portas de uma nova convivência. Que grande merda, não é?
O fato é que ninguém chega a lugar algum conversando. Digo, uma conversa pode ser muito boa e engrandecedora, por mais impalpável que seja, como quando conversamos sobre o dia ou fazemos um ou outro comentário aleatório que vem na nossa cabeça de vez em quando ao nos depararmos com uma notícia, novidade, sentimento, etc. Porém, quando vem aquela famosa frase "precisamos conversar", é certeza de maiores conflitos. Geralmente, nesse tipo de conversa tão superestimada pelos profissionais televisivos, acabamos, querendo ou não, sempre por relembrar aqueles pequenos incidentes do passado que acumulando com o que acontece no momento, vira uma bola de neve... de fogo. Viu a grande merda?
Na verdade, tudo pode ser resolvido de forma muito menos desgastante. Basta estar tudo bem. O que quero dizer é que, mesmo depois de uma briga ou sei lá o quê, a necessidade desse tipo de conversa chata e desgastante é praticamente nula, porque, ao invés de preencher seu tempo com um diálogo mesclado de uma série de flashbacks a problemas banais que ficaram no passado, podemos preencher esse tempo com momentos bons. E esses momentos bons têm que ter o devido valor pra ambas as partes. Pensem, através desses momentos bons, chegamos à mesma conclusão – ou vamos além – que chegaríamos através de uma desgastante e possivelmente alterada conversa, só que de maneira bem mais agradável.
Afinal, o que precisa ser dito após um grande momento bom e significativo depois de uma briga? Um "eu te amo", talvez. Às vezes, nem isso. Mas, garanto, não será tudo aquilo que dizemos numa desgastante conversa de horas e horas discutindo as desavenças.
Já dizia um comercial desses com liçõezinhas filosóficas, provavelmente de mercado de madame, "a vida é feita de momentos".
O fato é que ninguém chega a lugar algum conversando. Digo, uma conversa pode ser muito boa e engrandecedora, por mais impalpável que seja, como quando conversamos sobre o dia ou fazemos um ou outro comentário aleatório que vem na nossa cabeça de vez em quando ao nos depararmos com uma notícia, novidade, sentimento, etc. Porém, quando vem aquela famosa frase "precisamos conversar", é certeza de maiores conflitos. Geralmente, nesse tipo de conversa tão superestimada pelos profissionais televisivos, acabamos, querendo ou não, sempre por relembrar aqueles pequenos incidentes do passado que acumulando com o que acontece no momento, vira uma bola de neve... de fogo. Viu a grande merda?
Na verdade, tudo pode ser resolvido de forma muito menos desgastante. Basta estar tudo bem. O que quero dizer é que, mesmo depois de uma briga ou sei lá o quê, a necessidade desse tipo de conversa chata e desgastante é praticamente nula, porque, ao invés de preencher seu tempo com um diálogo mesclado de uma série de flashbacks a problemas banais que ficaram no passado, podemos preencher esse tempo com momentos bons. E esses momentos bons têm que ter o devido valor pra ambas as partes. Pensem, através desses momentos bons, chegamos à mesma conclusão – ou vamos além – que chegaríamos através de uma desgastante e possivelmente alterada conversa, só que de maneira bem mais agradável.
Afinal, o que precisa ser dito após um grande momento bom e significativo depois de uma briga? Um "eu te amo", talvez. Às vezes, nem isso. Mas, garanto, não será tudo aquilo que dizemos numa desgastante conversa de horas e horas discutindo as desavenças.
Já dizia um comercial desses com liçõezinhas filosóficas, provavelmente de mercado de madame, "a vida é feita de momentos".